a capacidade louca de um corpo que cai, sem se preucupar por nem um momento com a cidade caótica que lá embaixo pulsa, pulsa, como um tambor curto e forte, como um dia eu senti-me pulsar ao encontrar por acaso um rapaz novo e bonito saindo de um elevador que elevar-me-ia até um apartamento bonitinho e aconchegante aonde passamos diversas noites jogando poker valendo feijão e comendo esfirras de chocolate ao leite produzido em Campos de Jordão, naquela fabriqueta charmosa bem no sopé da montanha desmatada, nua como um coração apaixonado que entrega-se ao abismo com a certeza de que não sabe voar, mas ilude-se, pois o som do vento nos ouvidos parece uma música límpida e antiga; uma compilação de todos os assobios que
(e paro por aqui, por que achei sem data e sem memória; então, não quero meter-me a acabar algo que eu não sei por onde ia)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
a interioridade incerta de uma mente sã
Postado por litchi às 18:53
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