um acordar baixinho, sozinho, mas já na lembrança de um anterior bom (é o revirar do estômago de ansiedade que prevê uma chegada).
é, é, é.
sábado, 30 de janeiro de 2010
uma lembrança que me veio é
Postado por litchi às 09:50 0 comentários
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
é engraçado
como a vida se obsoleta no abrir e fechar de uns olhos não tão cansados de quem não dorme por que pensa e se eu ão conseguir e se eu estagnar será que é esse o caminho? eu não se não quero não devo o mundo solto em minhas mãos me e tão pesado que eu não consigo nem mesurar a amplitude da queda que está por vir e vai vir mas quem disse que se cai no espaço? é tudo mentira é uma queda livre logo eu que me irrito com tudo e nunca soube contar histórias me vejo com medo de uma coisa que é tão bonita e tão cara que é a liberdade que eu gostaria de ter e não tive e agora que está batendo na minha porta eu me escondo e mando dizerem qu não estou mando dizerem que eu saí que eu já fui e que eu não estou mais interessada logo eu que sempre quis voar mas no fundo sempre soube que não podia voar alto demais para não correr o risco de não voltar; é isso! - tenho medo.
Postado por litchi às 18:43 1 comentários
era como
era como se fosse um dia novo, ms era a mesma quinta-feira igual que se arrastava já lhe faziam (pareciam) anos. -era a vontade de fazer com que um mundo todinho virgem surgisse dos escombros do que ela já havia sido. era tédio e a dor e a promessa de um futuro todo lindo que lhe escorria entre os dedos sujos - era uma vontade de gritar calada a qual ela não cedia presa no medo de se encarar no ecoar de suas palavras feito pedra.
em fato, era tudo muito simples: era um amor cultivado em sua imaterialidade e que um dia se mostrou mundado e sujeito aos entraves de uma realidade que - de poética - não tinha nada. era o pão-de-todo-dia, a roupa suja, a louça por lavar e o lixo do banheiro, que dominavam aquele dia não de todo feio mas carregado de um impudor crítico que a impedia de respirar. era a ausência, dominando o viver. era, por fim, o agora.
Postado por litchi às 18:36 0 comentários
e também
se eu tinha algo a dizer é que os dias andam passando tão rapido e as noites são tão curtas e o vento sopra tanto que parar para pensar é um exercicio louco tão louco quando uma mariposa daquelas bem pretas com os olhos grandes desenhados nas costas que roda roda roda e roda em volta de uma luz tão boba que na verdade ela nem acha tão bonita assim que na verdade deixa ela meio cega e na verdade mais de todas é uma coisa que pode matar ela, tadinha, como a borboleta torta que ela é mas que culpa teria ela de ter dado errado ao invés de ter nascido toda brilhante e azul toda torta e errante e errando pelo mundo e é assim que ela acaba por achar lindo exatamente o que lhe é fatal, é uma pena que tudo seja assim tão cruel tão direto tão dependente dos humores e da alegria alheia uma pena mesmo, mas olha que já são madrugadas, é, vou beber um vinho e dormir.
Postado por litchi às 18:26 0 comentários
afoga não
é que o mundo tá chovendo tanto que eu me pergunto mas é tanta água e é tanta gente é é tanta intenção e manias e é tanta guerra e tristeza e é tanto amor que já acabou que eu me pergunto como é possivel tanta água tanta gente como é que cabe tanta intenção aonde cria tanta mania aonde guarda a tristeza e a guerra quando não precisa delas e como é que o mundo não explode com todo esse amor?
sei lá
Postado por litchi às 18:25 0 comentários
