segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

era como

era como se fosse um dia novo, ms era a mesma quinta-feira igual que se arrastava já lhe faziam (pareciam) anos. -era a vontade de fazer com que um mundo todinho virgem surgisse dos escombros do que ela já havia sido. era tédio e a dor e a promessa de um futuro todo lindo que lhe escorria entre os dedos sujos - era uma vontade de gritar calada a qual ela não cedia presa no medo de se encarar no ecoar de suas palavras feito pedra.
em fato, era tudo muito simples: era um amor cultivado em sua imaterialidade e que um dia se mostrou mundado e sujeito aos entraves de uma realidade que - de poética - não tinha nada. era o pão-de-todo-dia, a roupa suja, a louça por lavar e o lixo do banheiro, que dominavam aquele dia não de todo feio mas carregado de um impudor crítico que a impedia de respirar. era a ausência, dominando o viver. era, por fim, o agora.

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