sábado, 7 de agosto de 2010

logo fui

logo eu logo nós logo abandonamos nosso logo-tipos, codinomes logo ditos e dados e damo-nos e desdamo-nos as mãos as vezes sem nem perceber - que pena.

Extra-curricular

"Os Nadifundios de Barros invadiram-nos a praça central! Extra, extra! Tomados todos de tédio mortal e ódio viceral e o olhar boçal dos para quem nada importa... Extra! Extra!"

mas veja bem

"e o que é que você vê", indaga-me numa manhã de sol - segunda-feira pura - ", quando em minha raiva eu lhe assusto?"
e na hora era tanto sol e tanta gente e tanta segunda-feira nos meus olhos que por um instante não atinei neste medo do qual ouvia falar com tanto arrependimento e dúvida -"qu'éisso, meu amor, do que é que fala você?"; - mas seus olhos suaves não me conseguiram esconder as mãos crispadas, de modo que cortinei todo o sol e brilho para me tentar lembrar.
- não sei bem, meu querido, mas veja bem: há aquela raiva comum, que infla mas não nega, grita disparates e logo passa. - mas - há esta outra, a que me assusta: é por que some a ternura que por mim há em você, e de uma criança inofensiva deitada em meus braços surge uma figura não de todo má, mas ameaçadora e sem controle, capaz de dominar com os olhos, meu bem, você fica tão grande e tão longe que acho que não me enxerga mais - é. - acho que é mesmo um medo de lhe sumir da lembrança....

sexta-feira, 16 de julho de 2010

fundo de gaveta

-"não é tristeza não, meu amor, é só melancolia... como o que acomete quando ouvimos uma música bonita e triste; - sentir mais as coisas contra si.... é, é isso...."

quinta-feira, 15 de julho de 2010

chuva

por que o coração, as vezes, pára de bater....

segunda-feira, 17 de maio de 2010

curioso

como sempre qe eu me desespero meus pensamentos voltam para uma outra vida

- eu o vi, ontem
- e o que que aconteceu?
- nada
- então por que você tá me contando isso?
- não sei. foi estranho.
- por que?
- uma outra vida, passando por mim na multidão sem me perceber

sobre rímel borrado

eu não consigo deixar de achar melancolicamente bonita essa estética deselegante de um coração quebrado.

(derrepente me lembrei de mim, mal largada atrás de uma pilastra (achando estar escondida), tremendo um cigarro inteiro e engolindo o choro até que chega você e o arranca fora)