sexta-feira, 14 de agosto de 2009

incoerência

não quero dizer
não vou dizer
só vou ficar aqui quietinha, no relembrar-me(nos) - (é incrível como me sinto vulnerável)
it' all about you, it's all about you
- é. não sei, só sei que foi assim. denovo; mas único.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

motivos

"e se eu sorrio ao dormir, é por que há a me observar alguém a quem eu quero bem"

(havia na luz amarela da madrugada suburbana algo que ultrapassava a banalidade de uma terça feira regada a cervejas; ela sabia.)

sábado, 30 de maio de 2009

é foda.

dos tiques
e do taque - do tique taque contante.
(argh)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

dia de sol

e era dia-de-sol, com nós-dois juntos deitados de uma vez só, com muito samba e queijo quente. era sexta-feira; meio dia e pouco, pouco amor para dar - era a época do dois-em-um, época de eu ser de você, com você e para você, sem ser você para mim; e eu era infeliz. era seu silêncio e o meu olhar, que nunca se cruzavam a não ser para serem negativamente, dizendo intuitivamente o que nós não nos deixávamos pensar. e havia um brilho-nos-meus-olhos que ardiam, querendo solidificar como grafite, como cal. eu deixei.
e então já era quase fim de tarde, e eu já não era mais nada.

sábado, 9 de maio de 2009

ampulheta

- foi o modo como ela lambe os dedos após comer suco em pó - disse ele, após uma longa pausa.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

a interioridade incerta de uma mente sã

a capacidade louca de um corpo que cai, sem se preucupar por nem um momento com a cidade caótica que lá embaixo pulsa, pulsa, como um tambor curto e forte, como um dia eu senti-me pulsar ao encontrar por acaso um rapaz novo e bonito saindo de um elevador que elevar-me-ia até um apartamento bonitinho e aconchegante aonde passamos diversas noites jogando poker valendo feijão e comendo esfirras de chocolate ao leite produzido em Campos de Jordão, naquela fabriqueta charmosa bem no sopé da montanha desmatada, nua como um coração apaixonado que entrega-se ao abismo com a certeza de que não sabe voar, mas ilude-se, pois o som do vento nos ouvidos parece uma música límpida e antiga; uma compilação de todos os assobios que

(e paro por aqui, por que achei sem data e sem memória; então, não quero meter-me a acabar algo que eu não sei por onde ia)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

só um recado

de mim para mim mesma: delírio, meu, delírio.