o empate certeiro de nossas vidas em um momento nunca imaginado: o final maluco de uma história sem fim...
( o fato é que até o mais sublime dos amores um dia acaba)
uma coisa maluca, incerta, sem-fim:
o teu olhar continua me achando, por entre os rabiscos desconexos que eu lhe inflingi.
o ato secreto de te amar virou domínio público.
sinto-me exposta, então. nua.
(como há muito tempo não me sentia)
quero-te de um modo há muito tempo esquecido. quero-lhe com todo o meu corto e coração; com a intensidade do proibído.
quero-lhe infinito - e mais um.
(de modo que a minha carência é impossível de ser cumprida. não importa quanto querias, ou tentava)
- amo-lhe tanto que até desisti de fazer poesia.
seu olhar me incrimina.
minto ser forte,
e você continua impávido, sob sua blusa azul.
queria, por um instante, ser feita de isopor - para me desfazer ao mais simples toque.
como um dente-de-leão.
como o eu-e-você - como o arrepio-bom que você me causava.
(hoje, sou feita de tédio)
domingo, 1 de fevereiro de 2009
3x4
Postado por litchi às 18:03
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