olho tua polaroide e não resisto - beijo-a.
nessas horas, eu queria ser personagem; para que o meu beijo desencadeasse um (infindável) flashback.
dia chuvoso: fresco, leve, feliz. dia de espetáculo. apresentação única, nada pronto, coisas sumindo, figurinos rasgados, humores alterados, egos inflados e eu enlouquecendo aos pouquinhos
foi quando você me apareceu no faz-de-conta de camarim, vestindo um casaco verde e vertendo um sorriso agridoce.
"-boa sorte, antoninha. estou na terceira fila, lá para a esquerda. não olha para mim, ou vou te fazer rir."
(éramos de uma plenitude incrível)
pouco depois eu já não era eu; era artista, marionete, boneca-de-corda; era algo alémdemim, tão forte e profundo que me deixa lembrar apenas de breu.
acontece que, de um modo tardio, aprendi a gostar de morrer um pouquinho - deixar de ser-me, por uns minutinhos, e depois voltar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
da força de um lembrar
Postado por litchi às 13:53
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